8 poderes impressionantes que seu cérebro tem e você não sabia


Descubra quais são os poderes do seu cérebro e como você pode tirar vantagem deles.

A ciência acumulou anos de sabedoria à nossa disposição. Nosso cérebro é capaz de fazer ligações impressionantes, e conhecê-las pode nos ajudar a tomar melhores decisões na vida.

O nosso cérebro é capaz de coisas incríveis. Cercado de mistérios, essa parte de nosso corpo acumula funções e truques impressionantes que poucas pessoas tem conhecimento.

Conheça agora 8 poderes impressionantes que o seu cérebro tem e você não sabia.

Seu nome determina o que você compra e faz

Existe uma coisa chamada “efeito nome-letra” que pode influenciar sutilmente tudo em sua vida. Por exemplo, seu nome afeta sua postura política, alterando seu comportamento eleitoral. Na eleição americana presidencial de 2000 pessoas cujos sobrenomes começavam com B foram mais propensas a votar em Bush, enquanto Al Gore recebeu mais votos de pessoas com sobrenome G.

“Ah”, pensa você, “mas as pessoas são mal informadas e votam sem critério mesmo”. De fato, mas o mesmo tipo de influência existe entre os investidores de Wall Street: o efeito nome-letra zomba de seus esforços para analisar a rentabilidade real dos negócios e gentilmente empurra seu dinheiro para as empresas que soam parecido com o seu nome (por exemplo, se o seu nome é Michel, você é mais propenso a comprar ações da Michelin).

Procurando emprego? A empresa que você prefere pode compartilhar iniciais com você, e a primeira letra do seu nome pode determinar a sua carreira há uma superabundância de estatística de dentistas cujos nomes começam com D.

Impulsione seu sistema imunológico olhando fotos de doentes

Se você quer reforçar o seu sistema imunológico, veja algumas fotos de pessoas doentes. Imagens são capazes de desencadear reações físicas no corpo – algumas fotos nos fazem salivar, enquanto outras estimulam nossas partes íntimas. E quando vemos pessoas doentes, nosso corpo aumenta sua defesa contra invasores.

Cientistas da Universidade de British Columbia mostraram um slideshow de pessoas doentes por 10 minutos para medir as respostas do sistema imunológico em participantes de um estudo. Resultado? As células brancas do sangue das pessoas começaram a produzir interleucina-6 (IL-6), o mesmo tipo de proteína que o corpo produziria para combater infecções ou queimaduras, por exemplo.

Se você está se perguntando se o sistema imune desencadeado foi apenas uma resposta geral ao estresse, esse não é o caso. Olhar para fotos de armas apontadas para os participantes levou a um aumento de apenas 6% na sua produção de IL-6. As doenças, por outro lado, resultaram em um aumento de 23%.

Do ponto de vista evolutivo, faz sentido – se você vê alguém com gripe, seu corpo tem que trabalhar um pouco mais para não pegar a mesma doença. Portanto, seu médico está errado em encher a sala de espera com fotos de paisagens e palhaços. O certo seria reforçar suas defesas decorando o escritório com imagens de feridas escorrendo.

Analisar muito seus pensamentos pode te fazer mudar de opinião para “pior”

Depois de ler um monte dos itens dessa lista, você certamente pensou: “Por isso que é importante pensar logicamente ao invés de fazer escolhas automáticas. É tão fácil ser manipulado”.

Verdade. Mas e se a ciência te contar que, em muitos casos, pensar demais sobre uma decisão na verdade torna-a “mais errada”?

Por exemplo, talvez você tenha visto um filme no cinema e gostado. Depois, conversou sobre isso com seus amigos e eles apontaram várias falhas na história. De repente, você não gosta mais do filme. Mesmo quando você pensa na sua experiência no cinema, não consegue lembrar que se divertiu.

Você pode se convencer de que pensar sobre o assunto o levou a ter a opinião “certa”, mas estudos mostram que você pode facilmente fazer o contrário.

Estudar música faz com que você entenda melhor suas emoções e as dos outros

Escutar música lhe dá uma vantagem quando se trata de perceber as emoções dos outros. Pessoas que podem tocar instrumentos a nível quase profissional são capazes de detectar mudanças emocionais sutis e entonações nos tons vocais dos outros.


Por exemplo, elas sabem se você está realmente triste quando diz que está bem, mesmo quando a maioria dos não músicos não têm ideia. Além disso, o fato de terem estudado música as torna mais capazes de sintonizar o ruído de fundo, então músicos são melhores em prestar atenção ao que você está dizendo em um restaurante ou bar lotado.

A pesquisa científica mostra que as pessoas que estudaram música têm cérebros diferentes dos não músicos. Elas são mais capazes de expressar as emoções que estão sentindo, e de compreender as emoções dos outros. Quanto mais cedo esse estudo começar, melhor. Os cientistas também acreditam que o ensino da música pode ajudar crianças com autismo a entender melhor sinais vocais e a codificar discursos.

Rabiscar linhas suaves te ajuda a pensar

Rabiscar parece uma manifestação física triste do tédio /ou falta de ideias úteis, mas na verdade pode te ajudar a ser criativo. De acordo com pesquisadores das Universidades Tufts e Stanford (EUA), desenhos “fluidos” podem ajudar o pensamento abstrato.

Eles reuniram 30 indivíduos, divididos em dois grupos – um grupo traçou um monte de linhas irregulares, enquanto o outro desenhou um único traço em loop.

Mais tarde, cada grupo recebeu uma tarefa que exigia pensamento criativo. Por exemplo, tinham que relacionar palavras com certas categorias (“tricerátops” seria um exemplo da categoria “dinossauros”). O grupo que havia desenhado em movimento fluido antes da tarefa (o desenho em loop) criou respostas mais abstratas e inventivas (como ligar a palavra “camelo” a categoria “veículo”). O outro grupo fez o mínimo, proporcionando apenas respostas óbvias.

A teoria é que o movimento da mão ajuda o pensamento – o cérebro gosta de movimentos contínuos e fluidos, ao invés de ângulos retos e cantos. Seja porque é relaxante, ou porque de alguma forma faz com que o cérebro também fique mais “fluido” em pensamento, os rabiscos parecem aumentar a criatividade.

Beber café antes de uma soneca recarrega seu corpo

Pesquisadores descobriram que uma xícara de café seguida de um cochilo imediato de 15 minutos é um método notavelmente mais eficaz de ficar acordado e alerta por mais tempo do que somente beber um café ou cochilar – o que é um pouco estranho quando você pensa que a cafeína deveria mantê-lo acordado, e não sonolento. O truque do “cochilo de cafeína” é que o café não age imediatamente – leva aproximadamente 45 minutos para a cafeína ser totalmente ingerida, e os efeitos dessa ingestão começam depois de 15 minutos.

O que a cafeína faz é bloquear a capacidade do seu cérebro de responder a adenosina, uma substância química que se acumula na corrente sanguínea quanto mais tempo você fica acordado. Quanto mais adenosina você tem em seu corpo, mais o seu cérebro tenta fazê-lo dormir. Assim, o consumo de café (ou refrigerante) e uma soneca imediata por 15 minutos te ajuda a obter os efeitos mais restauradores de um cochilo. No momento em que você acorda, a cafeína que você ingeriu está nadando em sua corrente sanguínea e entorpecendo os efeitos da adenosina, vencendo o seu cansaço.

Use expressões faciais para alterar seu humor

Todo mundo sabe que a felicidade nos faz sorrir, a raiva nos faz franzir a testa etc. Mas os cientistas descobriram que músculos faciais controlam mais nossas emoções do que pensamos.

Botox firma a pele do rosto até as rugas desaparecerem, mas também congela sua expressão de forma que as pessoas não sabem dizer se você está sorrindo de alegria ou chorando de terror. De acordo com um estudo recente, injetar Botox não só faz parecer que as pessoas não têm emoções, mas realmente inibe a capacidade delas de senti-las.

Mesmo se você tiver todos os motivos do mundo para sorrir, seu cérebro ainda checa se você está de fato sorrindo e, se você não estiver, vai pensar que você está infeliz. Precisamos de uma série complexa de interações entre nosso corpo, hormônios e cérebro para nos sentirmos verdadeiramente felizes.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas com rostos “congelados” pelo Botox perdem a capacidade de sentir emoções fortes (ou, em alguns casos, praticamente qualquer emoção). Os participantes do estudo nem sequer se sentiram afetados por vídeos “emocionalmente carregados”.

A conclusão da pesquisa é que sorrir quando você está para baixo pode realmente te deixar melhor. E, se você não injetou veneno em seu rosto ainda, não faça isso, você está literalmente mais feliz assim.

Aproveite o poder do efeito placebo

Você provavelmente já sabe que pode dar um Tic Tac a uma pessoa com dor de cabeça e dizer que aquilo é remédio, e há uma boa chance da dor dela aliviar. O efeito placebo existe e funciona, por razões que a ciência não entende completamente.

Esse fenômeno aparentemente ilógico também é afetado pela cor da pílula, porque ela muda a forma como você percebe a eficácia do “remédio”. Por exemplo, em um experimento, os participantes foram informados de que iriam receber um sedativo ou estimulante, quando na verdade eles não receberam nada além de placebo. No entanto, 66% dos indivíduos que tomaram pílulas azuis relataram se sentir menos alertas, em comparação com apenas 26% daqueles que tomaram pílulas de cor de rosa. Isso porque associamos a cor azul à calmaria.

Em um estudo diferente, os pesquisadores colocaram vários pacotes de medicamentos falsos na frente de participantes, e as pessoas preferiram certas caixas de remédio com base na cor. As cores quentes, como marrom e vermelho, foram percebidas como mais potentes, especialmente se os tons fossem escuros. As caixas verde e amarelo, por outro lado, poderiam muito bem ser Tic Tac na percepção dos participantes. Por isso que medicamentos para o coração são muitas vezes vermelhos ou marrons, enquanto medicamentos para a pele são amarelos e pílulas para dormir são azuis ou verdes. Analgésicos, por outro lado, são muitas vezes brancos.

E fica pior: associações de cores também são culturais. Na América, o azul é uma cor calmante, pacífica, mas na Itália é associada com a equipe nacional de futebol. Assim, os pesquisadores descobriram que, em vez de deixar as pessoas sonolentas, a pílula azul as deixa alertas.


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